diminuir chances de artrose

Como diminuir as chances de desenvolver artrose

Mulheres sofrem mais com a doença e os principais sintomas são sensação de rigidez ou dificuldade para movimentar a região, dor e inchaço

Com o passar dos anos e o avanço da idade é muito comum que as pessoas comecem a sentir incômodos e até mesmo dores para realizar movimentos rotineiros do dia a dia, seja para subir uma escada, agachar para colocar o sapato ou esticar os braços para alcançar um armário alto. Isso pode acontecer devido à osteoartrite ou artrose, como é popularmente conhecida, uma das doenças que mais afeta a população idosa mundial. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) 9,6% dos homens e 18% das mulheres, acima de 60 anos, sofrem com a doença atualmente.

De acordo com o Dr. Layron Alves, ortopedista especialista em cirurgia do ombro e cotovelo e sócio da Clínica LARC, o que acontece quando um paciente apresenta artrose é um desequilíbrio nas células que formam a cartilagem da articulação, fazendo com que ela diminua de tamanho e prejudique sua principal função: evitar o contato entre os ossos.

“São as articulações que fazem a ligação entre os ossos permitindo que o corpo tenha movimento através da ação dos músculos, quando essa articulação sofre com artrose acontece uma degeneração ou frouxidão, o que gera uma inflamação local, limitando o movimento devido a dor e ao inchaço”, explicou.

A artrose é uma doença degenerativa crônica e sem cura, que apresenta sintomas como: dor na articulação doente (seja do joelho, do ombro, da mão ou do quadril); inchaço e vermelhidão local; sensação de rigidez ou dificuldade para movimentar a região. Nestes casos, é imprescindível que a pessoa procure por um médico ortopedista que irá avaliar por meio de um exame clínico as condições do paciente e, caso seja necessário, solicitar uma radiografia ou ressonância magnética para confirmar o diagnóstico.

O principal tratamento de artrose é realizado por meio de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos que controlam os processos inflamatórios e aliviam a dor. Além dos exercícios físicos e das sessões de fisioterapia que melhoram muito a qualidade de vida e a amplitude de movimento.

“Eu sempre recomendo aos pacientes com artrose que mantenham uma rotina diária de exercícios, planejados especialmente para eles pelo profissional de fisioterapia. Assim, é possível fortalecer a região e manter a movimentação da articulação ativa sempre. Nestes casos, a prioridade é impedir que a doença avance e seja necessária uma intervenção cirúrgica”, esclareceu Dr. Layron Alves.

Mesmo sem causa definida, o que se sabe até agora é que alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver a doença. Pessoas que precisam sobrecarregar, tanto em questão de peso como de repetição, algumas articulações durante seu trabalho diário estão mais propensas a ter artrose na velhice. Trabalhadores como pintores, cabeleireiros, atletas e empregados domésticos, por exemplo.

“A dica para essas pessoas é sempre reservar tempo para cuidar do corpo fazendo atividades físicas que irão fortalecer a região, evitar carregar peso em excesso, manter uma postura correta durante o trabalho e evitar movimentos repetitivos. Além, de ficar atento a qualquer sinal de alerta do corpo, como inchaço, formigamento e rigidez local”, contou.

Apesar de ser uma doença que afeta normalmente os idosos, existe uma relação direta entre a artrose e a obesidade. Em alguns casos, o excesso de peso pode gerar uma sobrecarga sobre a articulação, causando um processo inflamatório e um desgaste antecipado da cartilagem devido à má postura somada à obesidade. Inflamação que pode ser controlada com ajuda do médico ortopedista e acompanhamento de um nutricionista.

 

Dr. Layron Alves é ortopedista e especialista em cirurgia do ombro e cotovelo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC). O especialista é preceptor efetivo da residência médica do Hospital Ipiranga SP. Atualmente mestrando e doutorando em Ciências da saúde e membro do grupo de cirurgia do ombro e cotovelo da Faculdade de Medicina do ABC.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *